domingo, 17 de outubro de 2010

Solilóquio

"A poesia chega forte como uma hemoptse. Mancha de vermelho o papel e se transforma em palavra. Vem em galfadas, depois de longos períodos de ausência. Rompe a inércia, abruptamente, como um objeto solto no ar!
Oh! a ansia de não poder contê-la tantas vezes nas palavras, vê-la esperdiçar-se, fugir, entranhar-se no chão, como água da chuva em terra seca.
Penqueninas e insiguinificantes taças são as palavras de que disponho para servir meu pensamento. Meu deus! como ei de conseguir conter nestas taças pequeninas, feias e opacas, a torrente sonora e clara que não para, que afoga?"
(HARPA SUBMERSA - J.G de Araújo Jorge)
 



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